• Dra. Tatiane Rodrigues

Energia solar: realidade ou futuro?

Atualizado: Abr 2


Muitas pessoas ao imaginarem um futuro já pensam em carros que voam ou nos robôs tendo uma grande presença no nosso cotidiano. E você, o que imagina? Por acaso você já pensou na possibilidade de usar o sol para produzir sua própria energia?


E se eu falar que hoje já é possível usar a energia solar, você acredita? Ficou curioso? Explicarei melhor sobre o tema.


1. Energia solar: o que é e como funciona?


Como o próprio nome já diz, é a energia que utiliza o sol. Em outras palavras, se utiliza dos raios solares para produzir a energia elétrica.


Para que seja possível a utilização da energia solar é necessária a instalação do sistema solar fotovoltaico, que basicamente é formado pelos os módulos ou também conhecidas como placas fotovoltaicas e inversor.


As placas fotovoltaicas são as responsáveis em absorver a luz solar e transformar em energia elétrica. Essa energia que é produzida passa pelo inversor e fica pronta para o uso.



(placas fotovoltaicas. Fonte da imagem: TGZ SOLAR)


Estando pronta para o uso, pode ser imediatamente utilizada. Portanto, durante o dia, enquanto está sendo produzida a energia, a pessoa já utiliza desta energia. Ou seja, ao invés de usar da energia da rua, está produzindo e usando a sua própria energia.


Ressalta-se que, se o imóvel está produzindo mais energia do que está usando, tem energia sobrando. Esta energia que está sobrando não fica no imóvel, ela vai para a rua.

Assim, além de produzir energia para seu próprio consumo, você acaba produzindo energia para a concessionária. Toda essa energia que você entrega para a companhia de energia elétrica é convertida em créditos.


E a noite como fica? Durante a noite como não tem sol, não há produção de energia, portanto, você utiliza a energia da concessionária.


A economia na conta de luz acontece por você durante o dia utilizar a energia que você mesmo produziu e nos demais períodos você utiliza o crédito que tem com a companhia.


Deste modo, no final do mês é feito uma conta de quanto você produziu para a concessionária e de quanto você utilizou da empresa. Por este motivo que no final do mês o que você paga é o valor da taxa mínima, o que pode representar uma economia de até 95% na sua conta de luz.


Importante ressaltar que, muitas vezes você nem usa todo o crédito que foi gerado no mês, podendo cumular na sua conta e utilizar nos meses em que tiver menos produção de energia solar, por exemplo, no inverno ou em outros imóveis.


2. Quais são as vantagens da energia solar?


A primeira vantagem é a economia, que pode chegar até 95%. Imagine só a seguinte situação: você usando o ar condicionado o dia todo durante o verão e mesmo assim pagando a taxa mínima da conta de luz. Com a energia solar isso é possível.


Outra vantagem é que estamos falando em uma energia sustentável e renovável, contribuindo assim com o meio ambiente.


O tempo de retorno do investimento pode ser, em média, de 5 anos, dependendo da região e uso. Levando-se em conta o tempo e as vantagens, se torna um ótimo negócio.


Com o uso da energia solar você fica livre das bandeiras tarifárias (bandeira amarela ou vermelha), evitando, assim, as surpresas na sua conta de luz, que fica mais cara com tais bandeiras.


O sistema tem uma durabilidade grande, a expectativa é que continue com 100% de capacidade durante 25 anos.


Ainda, temos como vantagem a valorização do imóvel e, em algumas cidades, existe o “IPTU VERDE”, que é o desconto no IPTU por ter instalado a energia solar.


Mais uma vantagem que existe é a manutenção é mínima, podendo se resumir na limpeza das placas para retirar o acúmulo da sujeira.


3. É só colocar quantas placas que eu quiser e pronto?


Antes de qualquer coisa, o interessado tem que procurar uma empresa responsável por instalação do sistema de energia solar.


Como o Gustavo, responsável pelos orçamentos na empresa TGZ SOLAR, nos explicou, é preciso seguir os seguintes passos:


  • O interessado precisa enviar uma conta de luz para que seja feito o orçamento. O que é mais importante na conta é o histórico de consumo dos últimos doze meses. Olhando o histórico dos últimos doze meses a empresa consegue saber qual o consumo de energia e quantos módulos são necessários. Portanto, a quantidade de placas necessárias é algo personalíssimo, vai depender do consumo de cada pessoa.


  • É visto a localização do imóvel, nesta etapa é visto se onde o imóvel está é viável a instalação do sistema. Por exemplo, é observado se não existe outras casas fazendo sombra sobre o telhado. Também é visto o posicionamento do telhado, dependendo da direção que estiver, pode ser necessário alteração do número de placas.


  • É feito o orçamento do kit solar, com tudo que é necessário para a instalação do sistema no imóvel.Fechando o negócio é adquirido o kit solar e feito o projeto perante a concessionária.


  • Após do projeto aprovado, o sistema instalado, a concessionária ter feito a vistoria e trocado o relógio do imóvel pode ser usada a energia solar.


4. Dúvidas frequentes:


Para sanar as principais dúvidas fizemos algumas perguntas para o Gustavo, da empresa TGZ SOLAR. Confira as perguntas e respostas.


Quando faltar energia na rua eu continuo com energia em casa?


Gustavo: Não. As concessionárias exigem que ao faltar a energia o sistema de energia solar pare de injetar energia e de produzir de energia, já que o inversor desligará. Isso acontece como forma de segurança. Portanto, se acabar a energia a pessoa também ficará sem.


Só em dias de sol que é produzida a energia?


Gustavo: Não, nos dias nublados também é produzida a energia, porém, em uma quantidade menor do que seria em um dia ensolarado.


O sistema faz barulho?


Gustavo: Não, a produção de energia solar é feita de forma silenciosa.


É possível financiar o valor?


Gustavo: Sim, existem diversas possibilidades. É estudado o caso concreto para ver qual é o melhor para aplicar na situação.



Escrito por:

Tatiane Rodrigues Coelho

Formada em direito em 2014. Inscrita na OAB/SP nº 358.546. Especialista em Direito Imobiliário. Sócia do escritório Rodrigues e Felix Sociedade de Advogados. Pós-graduada em Direito Imobiliário pós-graduanda em Direito Tributário e cursando MBA em Administração, Gestão e Marketing do Negócio Jurídico. Autora de textos sobre Direito Imobiliário publicado em Revista Especializada, blogs, JusBrasil e outros sites.

Saiba mais sobre a autora aqui.
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